Gente, olha que barato o que eu encontrei na Internet… Esse povo não tem mais o que inventar!
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Aprenda a ser Dono
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Sinopse: “Uma verdadeira revolução nos métodos tradicionais de adestramento. Em geral, técnicas de adestramento baseiam-se em punição ou dominação, não em amor, e preparam o animal para ser submisso, e não um membro da família. Inspirada pela realidade selvagem, Tamar desenvolveu um sistema de adestramento que une a parte lobo à parte criança que todo cachorro tem com um método de treinamento baseado em experiência positiva, agradável tanto para o cão quanto para quem convive com ele. Pelo método da autora, o cão passa a nos escutar e a se comportar como esperamos, de forma absolutamente carinhosa e natural. Expostas de forma fácil e divertida, as dicas deste livro ensinarão que a falar a língua do cão, o dono poderá se fazer entender e respeitar, de forma natural e sem sofrimento.”
Era tudo muito bonito. Todos os cães o obedecia. Era praticamente uma hipnose. Nas frentes das câmeras. Acontece que a TV só mostra o que convém à ela. Não mostra que o galã Cesar Millan espanca, chuta e enforca os cães com as suas técnicas não-violentas de reabilitação canina. E eu, ingênua, acreditava mesmo que era uma revolução nos métodos de adestramento.
Faço trabalho voluntário na ProAnima, uma Associação Protetora dos Animais aqui no DF e felizmente tenho a oportunidade de trabalhar com cabeças totalmente diferentes da minha. Pessoas que viajaram muito, que estudaram e que tiveram oportunidade de trabalhar com animais fora do Brasil. Conversando com elas, tive oportunidade de falar o que me aflige com relação aos animais hoje e quais são meus planos para o futuro também nessa área. E foi aí que o meu chão sumiu… Como assim? Cesar Millan? Mas ele defende tanto a reabilitação canina sem agressão?! E foi aí que me falaram tudo. E o mais engraçado é que eu estava com um livro de estudo do comportamento canino que não era dele e sim da Tamar Geller. Bom, pelo menos descobri que a autora que eu estava lendo fazia um trabalho realmente confiável. E descobri ainda que a pessoa que estava me falando tudo isso teve a oportunidade de fazer estágio com reabilitação de cães nos Estados Unidos, com a Pat Miller, que também era fazia um trabalho muito bonito. E conversando com essas pessoas, pude notar a nitidamente a diferença entre elas e ele.
A leitura que o Cesar Millan faz dos cães é exatamente a do cão ser submisso ao dono, que se o cão anda na sua frente, então ele quer ser o líder, se o cão te olha de uma maneira, então ele quer ser o líder também… Enfim! Agora não vou lembrar de todas as coisas que ele fala em seus programas, mas sempre com essa concepção de que o cão deve ser sempre submisso ao dono. Já a Tamar Geller (eu só posso falar dela, porque foi dela o livro que li) defende a ideia de que o cão tem que confiar no dono. Lógico, um ambiente com harmonia é fundamental e ela ensina várias técnicas para isso. Mas seu cão não pode ter medo de você, agir com receio de levar uma pancada. O cão deve ver em você um líder de fato!
Quem me viu quem me vê… Indo à Ópera! O maestro que dá aula pro coral que participo comentou sobre uma ópera que ia ter, entrada franca, e liguei para uma amiga que é do meio para saber como que eu fazia para assistir. Óbvio, o primeiro passo seria o ingresso, e se o espetáculo era no sábado, então eu tinha que pegar o ingresso na terça. Eu, super esperançosa de que as pessoas de Brasília tivessem coisas mais interessantes para fazer numa sexta-feira à noite, fui ao teatro às 11h50 para aguardar a abertura da bilheteria, que abria meio-dia. Doce ilusão. Não devia ter nada para fazer em Brasília, e todos resolveram ir buscar um ingresso. Uma fila, mas uma fila… E um sol, um calor, e pessoas esquisitas… Me dá até agonia. Faltando entre 3 e 6 pessoas, porque eu acho que tinha gente furando fila pelas laterais, os ingressos destinados à distribuição naquele dia se esgotaram! Não se pode ser cult nessa cidade! Liguei para a minha amiga, frustradíssima: “Poxa, não deu certo! Se eu tivesse chegado um minuto antes, talvez conseguísse”. Aí ela comentou que possivelmente iam liberar os outros ingressos no dia da apresentação. E não foi? Nem esperei ela passar lá em casa para me buscar. Tratei de me arrumar e peguei um ônibus que passava lá do lado. E se não fosse isso, não teríamos conseguido assistir.
Eu aqui falando da minha saga para tentar ser high society nessa cidade e já ia esquecendo de comentar como foi a peça. Nem sei se falamos “peça” quando é ópera ou se simplesmente falamos “ópera”. Foi muito bacana, mas não é o tipo de programa que eu faria mensalmente não. Nunca tinha assistido, então não sabia que a orquestra ficava embaixo do palco. E os cantores (também não sei se é assim que os chamamos) deram literalmente um show. Como conseguem cantar mais alto que a própria orquestra? E o mais engraçado, é que em um momento houve um coro e vejo uma colega que estudou comigo! Como assim?! Que que ela tá fazendo no palco?
No fim do espetáculo, a minha amiga me levou lá nos bastidores, porque ela queria falar com os amigos dela. Quando a minha irmã fazia ballet e se apresentava no teatro, nós também entrávamos lá, mas porque ela era da família. Eu me senti completamente deslocada, mas gostei mesmo assim. O mais engraçado foi ver que a menina que estudou comigo se lembrou de mim e me chamou pelo nome. Engraçado, eu sempre acho que as pessoas não se lembram de mim. E ela tava com a bebezinha dela, que devia ter um ano e pouquinho. E esse bebê, na hora em que o coro cantava, começava a meio que dar uma marchadinha, feito soldadinho, e quando o coro acabou de cantar, ela bateu palmas tão engraçado, com as mãos todas abertinhas! Gente, muito simpatiquinha ela. Já vi que vai ser artista que nem a mãe…
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