Gente, olha que barato o que eu encontrei na Internet… Esse povo não tem mais o que inventar!
Gente, olha que barato o que eu encontrei na Internet… Esse povo não tem mais o que inventar!
Um chá de realidade: é assim que eu descrevo o meu dia. Eu sou uma pessoa privilegiada. Moro em uma casa confortável, tenho tudo o que eu quero, tenho oportunidade de estudar, tenho roupas da moda, sapatos legais, minha pele, meu cabelo e meus dentes são bem tratados, e não divido a cama com as minhas irmãs. [...] Mas e daí? O que eu fiz até agora para ajudar o meu próximo?
Felizmente eu tenho um anjo que me faz refletir sobre essas coisas e que me levou para experimentar uma tarde em um ambiente que não era o que eu estava acostumada. Pessoas pobres e com estrutura muito simples chegavam com um sorriso no rosto. Poxa, vivem mal, comem mal, se vestem como podem, e mesmo assim sorriem? Tinha uma menina tímida num cantinho, aguardando a sua mãe que estava conversando com uma das organizadoras desse “evento”, vamos assim dizer, que me chamou atenção. Comecei a conversar com ela e vi o quanto as realidades são discrepantes. A menina tinha 6 anos, 6 irmãos, dormia em uma cama com a mãe e com as irmãs, uma das irmãs já tinha uma filha, ela não estudava, porque a mãe não conseguiu vaga para ela na escola, mas contava essas coisas com tanta naturalidade, como se tudo isso fosse normal. E sorria cada vez que falava da boneca dela…
Apenas para situar, esse “evento” ocorre uma vez no mês, numa cidade completamente marginalizada aqui do DF. Pessoas com interesse em ajudar se juntam para distribuir sopa para essas pessoas carentes. E hoje, eu pude sentir um pouco dessa energia, ver de outra maneira que a minha vida é perfeita, que eu não tenho motivo algum para reclamar de nada, que a vida é muito curta para não a utilizarmos em prol do bem. Essas frase, “quem tarde ajuda, pouco ajuda”, me marcou muito e felizmente um anjo me deu um empurraozinho. Nunca é cedo para começar, né? E hoje foi o meu primeiro dia e me fez muito bem.
Anjo, obrigada por tudo, principalmente por estar ao meu lado abrindo os meus olhos para as coisas que eu tenho dificuldades em enxergar. Te amo!
Como mencionei em alguns posts atrás, estou em ritmo de viagem para os Estados Unidos. É uma viagem só para passear mesmo, 10 dias para curtir os parques e as compras. Ia com uma amiga que infelizmente teve visto negado e me perguntei “E agora? Vou assim mesmo?”. Pensei em ir custasse o que custasse, só que tanto meus pais quanto meu namorado não aprovaram a decisão.
No dia em que deu tudo errado com o visto da minha amiga, meu pai sugeriu que eu fosse viajar com a esposa de um amigo dele, que estava para ir em novembro. Bom, a minha viagem ia acontecer de qualquer forma… Por que não?
Acredito que todos os contratempos que eu tive com a minha amiga serviram para muita coisa. “Deus escreve certo por linhas tortas”. Ambas choramos, ambas ficamos chateadas com a situação, por simplesmente não existir mais a nossa viagem.
Em compensação, não poderia ter acontecido coisa melhor. Nessa semana, fui conhecer a minha companheira de viagem, a Bete. Pensa num amor de pessoa? Simpática, jovem, já conhece o Miami / Orlando, tem duas meninas muito fofas e divertidas. Não demonstraram ser filhas mimadas. A mais velha, tem 11 ou 12 anos, não lembro e está super animada com a minha companhia, para ter alguém com quem ir às montanhas-russas e aos brinquedos que a mais novinha, 7 anos, não poderá ir. E a mãe, a Bete, está mais confortável em viajar, pois irá com uma adulta.
Enfim, ela me deu altas dicas que assim que eu voltar, vou falar aqui no blog. Agora sim estou ansiosa com a minha viagem. Só estou chateada pelo dólar, que está lá em cima, mas felizmente a minha poupança está bem gorda.
Falta pouco mais de um mês: 39 dias!
Comentários