Há um tempo andei pensando cegamente em entrar pro ProAnima, uma ONG protetora dos animais aqui no DF. Me racha o coração em ver pessoas de carroças quase espancando seus pangarés. Pensa num coração que fica apertadinho mesmo? É o meu! Uma vez, aqui em Brasília mesmo, teve um caso muito covarde, de um garoto, que pela cara de mala só podia ser lutador de alguma coisa. Não generalizando, claro, até porque eu já quis lutar alguma coisa, mas tudo quanto é bombado que a gente vê e que não sabe pronunciar uma frase com coerência, já associamos logo a um lutador; se fosse mais fraquinho, poderia ser um jogador de futebol. Enfim, esse beócio, só falando assim, ficou com raivinha de um cachorrinho, um poodle, e esmurrou o cachorro na parede! Pensa num cachorro que virou só o pó? E que sobreviveu! Cara, que dó. Por vários outros motivos eu me vi na necessidade de fazer alguma coisa, mesmo que seja algo na área da tecnologia da informação, para ajudar.
No início do mês teve uma reunião com novos voluntários. Fiquei super otimista, mas também “enjoada” com tanta crueldade mencionada e apresentada na aula. Digamos que isso só reforçou ainda mais a minha escolha! É isso! Eu quero! Um trabalho voluntário no que eu gosto. Pra que mais?
Para quem não conhece, a proposta do ProAnima é simplesmente promover a interação do homem com o animal. O foco do trabalho deles é a conscientização para o respeito aos animais e o avanço da legislação que os protegem, bem como a sua aplicação. E assim, pela reunião que tivemos, eles se mostraram muito organizados e preocupados mesmo com a situação de hoje.

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